ENCICLOPÉDIA
Amoreira
Morus nigra
VERBETE COM FONTE. 8 seções, 2 fontes citadas e calendário para o clima quente seco e clima subtropical. O texto vem de literatura geral.
O QUE É1
A amoreira-preta, caducifólia do gênero Morus, nativa de regiões temperadas e subtropicais da Ásia, da África e da América do Norte. Em vaso chega a quatro ou cinco metros se deixada.
Nota: E a frase que faz esta ficha valer: ela se desenvolve bem EM TODO O BRASIL. Não é adaptação forçada nem espécie de coleção: é planta de quintal daqui, que muita gente já tem sem chamar de bonsai.
A casca é levemente rugosa e escura, a copa é grande, e a folha tem uma pilosidade leve que a deixa áspera ao toque. Cresce rápido e se adapta a qualquer solo, preferindo os úmidos e profundos.
A amora é fruto pendente e comestível, vermelho-escuro a quase preto quando maduro.
CALENDÁRIO DE MANEJO
Calibrado para o clima quente seco, com chuva no verão e seca no inverno: a estação de crescimento vai de setembro a maio e o repouso é por seca, não por frio. Os meses foram feitos sobre o Centro-Oeste e o cerrado.
LUZ, ÁGUA E SUBSTRATO1
Importante: Planta de EXTERIOR, e muito resistente. São no mínimo duas horas de sol direto por dia, e ela gosta de sol na folha, podendo ficar exposta de manhã e de tarde.
E avisa do outro lado: é comum, em pleno verão, a folha queimar de sol. Resistente não quer dizer imune.
A rega tem uma regra dupla que vale copiar inteira, porque as duas metades se contradizem só na aparência: regar SÓ quando a terra estiver quase seca; MAS, se a umidade do ar estiver baixa e a temperatura acima de vinte graus, regar todos os dias.
A segunda metade é a que vale em Brasília boa parte do ano. A folha da amoreira desidrata com facilidade, e é por isso que o consumo de água é alto apesar da resistência.
ADUBAÇÃO1
Da primavera ao verão, e NÃO no inverno.
Nota: Meses brasileiros, ditos por fonte brasileira: é a primeira ficha desta leva de espécies clássicas que pôde ganhar janela de adubação sem traduzir estação nenhuma.
O adubo indicado é rico em FÓSFORO, e o motivo é este: é o elemento responsável pela frutificação e pela formação de semente. Numa espécie que se cultiva pelo fruto, isso decide o resultado.
PODA E ARAMAÇÃO1
Ela cresce rápido, e é isso que governa a poda: quem quiser silhueta tem de aparar com frequência ao longo da estação de crescimento.
TRANSPLANTE E RAÍZES1
Sem cadência nem época em fonte que fale do Brasil. A ficha prefere não dar número a dar um que não tem de onde vir.
PRAGAS E PROBLEMAS1
O problema mais provável é folha queimada de sol no auge do verão, que a própria fonte registra como comum.
E o segundo é desidratação: a folha perde água com facilidade, e uma tarde esquecida em dia seco e quente basta.
ERROS COMUNS1
Regar por rotina. A regra é dupla: quase seca no geral, mas todo dia se o ar estiver seco e passar de vinte graus.
Confiar na resistência dela no verão. A folha queima, e isso é comum, não excepcional.
Adubar no inverno, quando a orientação é parar.
Usar adubo qualquer. Aqui o fósforo é o que traz fruto, e fruto é o motivo de cultivar uma amoreira.
NO SEU CLIMA1
Nota: A amoreira frutifica de setembro a novembro NO BRASIL, e de maio a agosto em Portugal.
No clima quente seco, a metade que mais importa é a da rega: umidade do ar baixa com temperatura acima de vinte graus é a descrição do inverno de Brasília, e nessa condição rega-se TODOS OS DIAS, mesmo sendo uma espécie que em geral se rega só quando a terra seca.
FONTES
- 1.Gustavo Seabra, no Bonsai Empire, Bonsai de Amoreira (Morus)
- 2.Associação Bonsai do Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Como cuidar do Bonsai durante o ano
QUEM CULTIVA
Ainda não há nenhuma no Tokonoma. Se você cultiva, pode ser a primeira.